Influencer Eremita

Fragmentos do que me inspira


Um sentimento agridoce

Mais uma foto da minha época no bookgram. Essa edição da Darkside Books traz os bastidores do filme Massacre da serra elétrica de forma bem detalhada.

Entre todas as tradições estrangeiras que recebemos aqui no Brasil, sinto que o Halloween, nosso Dia das Bruxas, foi a que menos fez sucesso. Ao que tudo indica, o brasileiro não comprou a ideia de um dia dedicado ao tema.

Uma outra tentativa, que considero ainda mais malsucedida, foi nomear o dia 31 de outubro como Dia do Saci (uma comemoração alternativa do folclore brasileiro), pois, mesmo sendo “celebrado” desde 2003, acho que, se perguntássemos na rua, teríamos dificuldade em encontrar uma pessoa que estivesse a par dessa informação.

Como alguém que gosta da literatura e dos filmes de terror, sinto que é uma pena, afinal, é um ótimo período para revisitarmos os clássicos de qualquer país.

Minha primeira lembrança com o gênero foi com o filme A Bolha Assassina, que, embora fosse um filme de 1958, tinha uma versão de 1988 que a Globo ainda passava de vez em quando. No auge dos meus seis anos, para mim, não havia nada mais assustador do que aquela gosma que invadia os lugares e atacava as pessoas.

Depois, já no ensino fundamental, foi a primeira vez que vi o filme O Massacre da Serra Elétrica (1974), em uma aula de inglês da escola. Lembro do fascínio que senti por toda a história e pelo personagem Leatherface. Ainda hoje posso dizer que é o meu favorito do gênero e o considero o filme que me fez perceber minha preferência pelo tema.

Lembro, bem saudosista, de umas férias escolares de julho, quando eu tinha por volta de 13 anos, e, junto ao meu pai, minha irmã e um tio paterno, alugamos todas as fitas VHS da franquia A Hora do Pesadelo, com o icônico personagem Freddy Krueger, para assistirmos. Fiquei por muito tempo com a música “Um, dois, Freddy está atrás de você!” na minha mente. Foi uma experiência significativa, pois, além de gostar muito dos filmes, ainda estava dividindo esse momento com a minha família, criando uma ligação afetiva definitiva com o terror em minha vida.

Depois, em um mundo em que já existiam DVDs, mas ainda distante dos streamings (e, na minha realidade, totalmente distante de ter uma TV a cabo), lembro de esperar por qualquer sexta-feira 13, pois, na época, sempre nesse dia, o SBT passava algum filme de terror à noite. Foi assim que assisti pela primeira vez a alguns clássicos, como O Exorcista, e a outros filmes, digamos, talvez um pouco duvidosos, como Jason X.

Atualmente, mantenho a tradição de ver um filme de terror na sexta-feira 13, mesmo não sendo meu gênero favorito há algum tempo, porque sinto essa data como um portal: ao me sentar para ver o filme, de repente sou transportada para a sala da casa dos meus pais e, lá estou, com minha irmã, à noite, aproveitando as últimas horas do dia juntas.



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